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Mulher de pele branca com manchas avermelhadas nas bochechas, típicas da rosácea

Você conhece a Rosácea e sabe como tratá-la?

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Pele avermelhada, sensível, principalmente nas bochechas, com pequenas pústulas que parecem acne… Você reconhece esse quadro? Pois se você passa por esse tipo de situação, fique atento porque pode ser rosácea. Apesar de pouco conhecida no Brasil, a rosácea é uma doença crônica que afeta homens e mulheres, principalmente após os 30 anos e que leva a uma grande sensibilidade e desconforto na pele.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), estima-se que a rosácea ocorre em 1,5% a 10% das populações estudadas. Ela aparece mais em mulheres, porém é nos homens que ela acaba se manifestando de forma mais grave, com um espessamento da pele da região do nariz (rinofima), que às vezes só pode ser corrigido através de cirurgias. Ainda não há uma causa definida para a rosácea. Porém, sabemos que fatores genéticos, associados a questões de estresse podem favorecer seu surgimento.

A presença do fungo Demodex folliculorum, e da bactéria Bacillus oleronius, que colonizam esse fungo, ambos naturais da microbiota da nossa pele, também são associados aos quadros da doença. E por ser uma doença crônica, quem sofre com essa condição passa por períodos de intensa crise alternados com outros de remissão. Inclusive, alimentos picantes, fatores hormonais e bebidas alcoólicas podem ser desencadeantes de crises.

Quais os principais sintomas?

Por afetar principalmente a região do centro da face, é nessa área que os primeiros sintomas aparecem. A princípio, podemos observar que a pele fica mais sensível, por vezes ressecada – mesmo que se trate de uma pele oleosa. Logo, aparecem manchas vermelhas (que chamamos eritemas). À medida em que a doença vai evoluindo, outros sintomas aparecem:

Flushing facial: surtos de vermelhidão excessiva e calor que aparecem na pele de forma repentina.
Telangiectasias: trata-se da dilatação de pequenos vasos no rosto, que passam a ser visíveis de forma permanente.
Persistente eritema facial. Possível inchaço facial, principalmente na região central.
Pápulo-pustulosas: são sintomas em que pequenos nódulos (pápulas) ou pústulas que se assemelham muito a acne podem aparecer na pele.
Rinofima: é o espessamento irregular da pele do nariz, ocasionado pela dilatação dos folículos, levando ao aumento e deformação da região. Esse sintoma é mais comum em homens.
Alterações oculares: em cerca de 50% dos casos de rosácea um quadro ocular pode ser observado, com sintomas como irritação, ressecamento, blefarite e outros.

Os tipos de rosácea

A forma como os sintomas se manifestam também está relacionada aos subtipos de rosácea. Existem quatro diferentes classificações para a rosácea. São eles:
Eritemato-telangectasica: Aquela em que prevalece o aparecimento de manchas vermelhas e pequenos vasinhos dilatados. Também é conhecida como fase “pré-rosácea”, por apresentar mais os sintomas iniciais da doença.
Papulopustuloso (Subtipo 2): É quando a pele apresenta um grande número de pápulas e pústulas, além da vermelhidão e sensibilidade. É a mais confundida com acne regular.
Fimatoso ou Rinofima (Subtipo 3): Este tipo ocorre geralmente em homens e é aquele em que há o espessamento da pele do nariz e sua possível deformação.
Ocular (Subtipo 4): Aquela em que a região dos olhos também é afetada pela rosácea. Pode acompanhar qualquer um dos outros ou vir sozinha também.

Em relação à rosácea papulopustulosa, é importante não confundi-la com a acne regular. Apesar de por muito tempo a doença ser chamada de acne rosácea, essa é uma denominação errada. Isso porque, segundo a SBD, “a acne é uma doença da glândula sebácea, totalmente diferente da rosácea, seja pela causa ou idade, ou pelos aspectos clínicos e as características no geral”. Por isso é de extrema importância buscar um dermatologista qualificado para entender e diagnosticar corretamente o quadro. Uma vez identificada a rosácea ou acne severa, será ele o responsável por prescrever o melhor tratamento.

E como tratar essa condição?

Como falei, a rosácea não tem cura ainda, mas é perfeitamente tratável. Mas com os cuidados adequados, você pode levar uma vida normal, sem precisar conviver com muitas manchas vermelhas ou pápulas. Para começar, é preciso identificar quais sintomas o paciente apresenta de forma mais evidente para, a partir de então, prescrever um tratamento. A limpeza da pele com produtos destinados à pele sensível é fundamental. Recomendamos o uso de pomadas específicas. Entretanto, em alguns casos, também lançamos mão de medicamentos orais. E o protetor solar é mais do que indispensável.

A pele com rosácea também é extremamente sensível a produtos dermatológicos. Assim, é preciso evitar cremes e loções ácidas e procedimentos abrasivos como peelings. Entretanto, já utilizamos alguns lasers específicos, obtendo excelentes resultados em tratar o problema. As tecnologias, como a Expert Light, podem sem excelentes aliadas no tratamento e controle da rosácea. Trata se de uma Luz Intensa Pulsada, que dispara uma energia com grande afinidade pela hemoglobina, clareando o eritema e as telangiectasias típicas da rosácea. Devemos evitar também fatores desencadeantes como bebidas alcoólicas, bebidas quentes ou alimentos condimentados, temperatura muito fria ou muito quente, medicamentos vasodilatadores e fatores emocionais.

Dra. Lia Albuquerque

Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia-SBD e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica

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